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Sítio Imperador - Negócio que é um filé

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

A criação de peixes está se tornando uma rentável alternativa nas áreas rurais do Estado.  Desde que na propriedade exista água disponível e áreas planas para construção dos açudes ou tanques.

No Sítio do Imperador, na localidade de São Bento do Chapéu, em Domingos Martins – ES, a criação e o processamento de tilápias são as principais atividades de Flávio Wruck.

Ele iniciou a produção em 2000, instalou uma filetadeira e hoje compra peixes de outros produtores – agregando 30% de valor ao produto (antes apenas o peixe inteiro era comercializado), vendido na Região Serrana e Grande Vitória.

Além do filé, Wruck vende tilápia eviscerada (o peixe limpo, mas inteiro), que os restaurantes servem frita ou assada para substituir o peroá, que está cada vez mais escasso.  Outro produto que será lançado nas próximas semanas é o quibe de tilápia, feito com pequenos pedaços que são retirados do peixe na produção do filé.

Hoje, Wruck compra peixes de produtores da própria região, e de Linhares e Aracruz.  Com aumento do volume de peixes processado, o piscicultor emprega 12 pessoas – 2 homens e 10 mulheres – moradores da região, que trabalham na filetadora de dois a três dias por semana.  O rendimento bruto da filetadeira é de cerca de R$ 4,5 mil por semana.

A propriedade de Wruck pertence à sua família desde 1888, data que consta da primeira escritura da área com cinco alqueires, adquirida por seu bisavô, que veio da Alemanha.  Várias atividades  foram desenvolvidas na propriedade, más  a aposta agora é na piscicultura.

DEMANDA. São cerca de 400 quilos de filé por semana e o volume ainda é pequeno para atender ao mercado crescente, explica Wruck.  Em 2004, a produção do Sítio Imperador foi de quatro toneladas por semestre.  Neste ano, subiu para 20 toneladas, um volume cinco vezes maior.

Viveiro de qualidade, alevinos de boa genética e ração de boa qualidade.  Esses são os três fatores que devem ser observados para a obtenção de bons resultados na criação de tilápias, avalia Wruck.  A formulação da ração específica para peixes, desenvolvida pela Nutriave, de Viana, também contribuiu para o aumento da produtividade.

Além da vocação para o empreendedorismo, Wruck conta com o apoio técnico do Sebrae e do Centro de Tecnologia em Aqüicultura(CTA) para o bom desempenho da atividade.  Segundo dados do CTA, a atividade beneficia cerca de mil famílias de pequenos produtores rurais e pescadores artesanais do Estado.

Na região Centro-Serrana Sul, a criação de tilápia teve crescimento de 50% nos últimos dois anos.  Segundo o CTA, o programa Peixe na Mesa Sul projeta a comercialização de 120 toneladas de tilápia neste ano.

(fonte – Jornal A Gazeta, 10 julho de 2007)

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